Rant

Don't come here

If you’re brazilian, don’t come here. If you voted for the president-elected, don’t come here. If you think it’s better to have a dead son than a gay son, don’t come here. If you think it’s OK to kill first and ask later (or perhaps don’t even ask), don’t come here. If you would like to say the things he said, don’t come here. If you think he didn’t really mean what he said, don’t come here. If you can’t understand why the things he said are horrible, don’t come here. If you think he is a myth, don’t come here. If you think he is a saviour, don’t come here.

Sem Dúvida

Com essa maré de notícias ruins que tá assolando o mundo, fica difícil saber o que dizer quando tento explicar, pra mim mesmo, o que anda acontecendo no Brasil. Não dá pra entender, não dá pra saber, mas mais do que isso: não dá pra acreditar.

Eu poderia falar sobre a burrice generalizada que está brotando nas pessoas, mas aí eu iria soar um pouco presunçoso, e isso não é uma coisa boa, né? Eu também poderia contar um pouco sobre essa raiva silenciosa que eu venho sentindo, essa vontade de que esse monte de idiotas se ferrem de “verde e amarelo”, literalmente, e que sejam eles os perseguidos, e que sejam eles os que sofram na pele aquilo que desejam pros outros. Mas talvez meus ilustres leitores não entendam, e é possível que alguém diga, com razão, que eu não deveria pensar assim.

Combater

Às vezes, é preciso combater. É preciso dizer que o outro está errado, que ele está falando besteira sobre um assunto que não conhece (e não quer conhecer). É preciso dizer o que é ético, o que é certo. É preciso discernir tudo o que é errado e anti-ético, imoral, e que faz mal. É preciso combater o ódio, muitas vezes com amor, outras tantas com força e integridade.

É preciso falar praquele ignorante que ele não sabe o que é Software Livre. É preciso dizer que o Software Livre é muito maior do que o GNU, muito maior do que uma pessoa ou do que suas declarações. É preciso dizer que o ignorante tornou-se troll. É preciso dizer que ele não sabe o que fala, e que deve calar-se. É preciso deixar que ele viva sua adolescência conturbada e por vezes medíocre, mas tomando cuidado para que isso não influencie outras pessoas ignorantes a tornarem-se trolls também. É preciso que esse troll saia do Twitter, saia do BR-[GNU/]Linux, saia dos fóruns movidos a coisas proprietárias; ou talvez seja preciso que ele fique lá, destilando seu ódio, veneno e ignorância para seus semelhantes.

Fazendo a Diferença

Deu saudade de escrever em português :-). E deu saudade, também, de fazer algum post mais “filosófico”.

Não sei dizer o porquê, mas às vezes tenho uma mania besta: gosto de ficar procurando “sarna pra me coçar”. Em outras palavras, eu fico procurando coisas que me deixam mal, mesmo sabendo que vou ficar mal depois de vê-las.

Não tenho explicação pra esse comportamento. É algo meio sabotador, meio sofredor, meio… Não sei. Às vezes, quando me vejo novamente nesse ciclo vicioso, consigo parar. No entanto, na maioria das vezes, eu entro num estado estranho: é como se eu estivesse me observando, estudando quais consequências aquele ato traz para mim. Fico me perguntando se sou a única pessoa desse mundo que faz isso…

Being Permissive, the new Popular

This post is massively inspired by a post in the gnu-prog-discuss mailing list. This is a closed list of the GNU Project, and only GNU maintainers and contributors can join, so I cannot put a link to the original message (by Mike Gerwitz), but this topic is being discussed over and over again at many places, so you will not have trouble finding similar opinions. I am also “responding” to a recent discussion that I had with Luiz Izidoro, which is a “friend” (as he himself likes to say) of the LibrePlanet São Paulo group.

Zeladores da Coerência

Sei que ainda estou devendo um post sobre minha participação no FISL 15, mas o tempo anda meio curto pra falar tudo o que eu quero. Tenho decidido falar de maneira mais “picada”, até pra não fazer o texto ficar muito chato. E esse post aqui é sobre um comportamento que vejo há algum tempo, mas que foi exacerbado por conta do debate sobre a suposta morte do movimento Software Livre no Brasil.

Narcissistic behavior

People talk about themselves all the time. Directly or indirectly, they usually have the intention to promote their views, opinions, or increase their self-esteem. I’m wondering now if I’m too radical when I say that I do bother about this behavior…

Sometimes I can’t stand being close to someone who is a narcissist. However, what really pisses me off is talking to someone who pretends not to be a narcissist! This is absurdly annoying. They frequently talk about themselves, mentioning their freaking achievements, secretly waiting for other people to admire them, but they also like to say that they are not so good as they wanted, or that they should give more value to what they do, and so on…

A falta de uns Quaresmas

É preciso ter paciência pra viver nesse país. Vejo duas aglomerações que se juntam, misturadas ou não, nesse mar de reclamações.

A primeira, composta por pessoas que reclamam do Brasil, e querem sair do país de qualquer modo. Vislumbram-se diante de qualquer estrangeirismo, viajam para o exterior e voltam querendo viver lá (dizendo que querem aprender uma nova cultura, mas na verdade querendo fugir das terras tupiniquins), espumam de raiva quando falam dos problemas daqui, e, às vezes, sentenciam: esse país não tem jeito.

About coherence, Twitter, and the Free Software Foundation

The Free Software Foundation has a Twitter account. Surprised? So am I, in a negative way, of course. And I will explain why on this post.

You may not agree with me on everything I write here, and I am honestly expecting some opposition, but I would like to make it crystal clear that my purpose is to raise awareness for the most important “feature” an organization should have: coherence.

The shock

I first learned about the Twitter account on IRC. I was hanging around in the #fsf channel on Freenode, when someone mentioned that “… something has just been posted on FSF’s Twitter!” (yes, it was a happy announcement, not a complaint). I thought it was a joke, but before laughing I decided to confirm. And to my deepest sorrow, I was wrong. The Free Software Foundation has a Twitter account. The implications of this are mostly bad not only for the Foundation itself, but also for us, Free Software users and advocates.

A era da mediocridade

Eles escrevem em paredes. Mas são digitais, dentro de muros ainda mais altos, controlados por uma ou mais empresas, tendo a ilusão de ótica de estarem se organizando por um bem maior, quando na verdade não passam de fantoches. Seja bem vindo ao planeta Terra, ano de 2013, século XXI. Vou falar um pouco sobre o que está acontecendo nesta realidade em que, fortuitamente ou não, estou inserido – mesmo sem participar.