Document Freedom Day 2013 in Campinas -- São Paulo -- Brazil

Hi, there! This is the report of the Document Freedom Day event that took place in Campinas, São Paulo state, Brazil. I will talk a little bit about how we (keep reading to know who “we” are!) organized it, and the conclusions that can be drawn to help for the next edition.

Organization

The DFD (or Document Freedom Day) 2013 in Campinas was organized by the LibrePlanet São Paulo (link in pt_BR) group. If you follow this blog, and if you speak portuguese, then you have probably read the announcement of the group that I made last year. If you haven’t: LibrePlanet São Paulo is part of the LibrePlanet project (sponsored by the Free Software Foundation), and “… is a global network of free software activists and teams working together to help further the ideals of software freedom by advocating and contributing to free software.”.

The DFD 2013 was an important event to us because it was the first serious event that we organized as a group. Despite some mistakes and errors, I believe we did fine and were able to learn some great lessons for the next events that we plan to do. By the way, if you want to see the official page which we used to promote the event (and organize it too), take a look here. The page is in pt_br.

Basically, we should have: (a) focused more on defining the venue as soon as possible, because that would have made it possible to (b) start sending announcements about the event earlier. We also should have contacted the Document Freedom organization and asked swags and banners earlier, because when we did it was too late for the shipment to arrive in time. And last but not least, we should really have taken pictures!! Unfortunately, I have absolutely no pictures to post here, so you will have to believe just in the words I write…

But well, nothing is perfect, and hey, the event happened!. So let’s talk it :-).

The Event

DFD 2013 occurred on Wednesday, March 27th. After some discussion, we decided to schedule the event from 13h (1 p.m.) to 17h (5 p.m.), with 4 presentations of 50 minutes each, approximately. The venue chosen was CCUEC, the Center of Computing at the University of Campinas, UNICAMP. This center has some great people working on it who are involved with Free Software since the beginning of the movement, particularly Rubens Queiroz de Almeida, a very nice guy (very famous in the Brazilian Free Software scene) who helped us a lot with the organization of this event.

We understand that doing the event on a Wednesday afternoon was something that made it very hard for most people to attend, and that is probably the main reason for the low attendance: only 8 people in the audience. I have to say I was a little frustrated in the beginning, but hey, what really matters is that we spread the word about Free Software to 8 brave souls there, who will hopefully spread the word again to more people, and so on :-). So, it was time for the show to begin!

Our schedule was (presentation titles translated):

  1. What is Free Software?”, by me
  2. Free Documents or the End of the World”, by Rubens Queiroz de Almeida
  3. HTML5: all the faces of the new standard”, by Ricardo Panaggio
  4. EPUB3: The book in the XXI century”, by Raniere Silva

So my presentation was scheduled to be the first one, and I really liked it (surprise!). It was virtually the first time I gave a “philosophical” talk, and a very important one: a general presentation about Free Software, its history, the present, and a little bit of the future. In my opinion, what I liked about my talk is that I focused less on the “freedom” part, and more on the “respect” part of the philosophy. This is something I did because I wanted to use a different argument that was on my head for a long time: that the main thing behing the Free Software is the respect towards others, and only with that one can achieve freedom.

I watched Rubens too, who gave an excelent presentation about why we need free documents and standards. Rubens is very talkative and warm, which makes the audience feel relaxed. People liked his presentation a lot, from what I noticed.

Unfortunately, Ricardo Panaggio had a problem with his computer before his presentation, so we decided to switch: Raniere Silva would take his place as the third presenter, while Ricardo tried to fix the problem. I helped him with his problems, and because of this I was unable to watch Raniere’s talk. In the end, we could not solve Ricardo’s problem and he decided to give his presentation without any slides. In my opinion, he managed to catch everyone’s attention (also because HTML5 is such a hot topic today), so I guess the missing slides were not so important after all!

At 17h o’clock, we declared DFD 2013 finished. I still had time to distribute some Free Software stickers (from FSF), and talk a little with two or three people there, who were satisfied with the presentations! It made my day, of course :-). And just because of that I now feel motivated to organized another DFD next year!

Acknowledgements

I would like to thank Rubens Queiroz for helping with the promotion, the location, and the presentation during the event. DFD 2013 would have been impossible without his help. Thanks, Rubens!

The LibrePlanet São Paulo team, specially Ricardo Panaggio, were also deeply involved with me in the organization. And I hope we manage to make a bigger event next year!

Finally, I would like to thank everyone who attended the event, even for watch only one talk. Your presence there was really, really important to all of us. See you all next year!


Relato dos Install Fests na UNESP de Rio Claro/SP e na UNICAMP/SP

E… Aqui estamos (estou?) com mais um relato sobre duas atividades envolvendo o Projeto Fedora! Ele contempla, respectivamente, os Install Fests ocorridos na UNESP de Rio Claro/SP e na UNICAMP. Foram atividades que envolveram diversas pessoas, tiveram vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, mas acima de tudo um sentimento de impotência (principalmente no Install Fest ocorrido na UNICAMP) em relação às novas “tecnologias” de boot, principalemente ao Secure Boot.

Install Fest: missão UNESP de Rio Claro/SP

Este foi o Install Fest mais tranquilo. Ele começou a ser organizado logo depois da minha participação na Semana da Computação da UNESP de Rio Claro, e a intenção inicial era realizá-lo no dia da matrícula dos alunos ingressantes na Universidade. No final das contas, decidimos postergar a data, e isso foi uma boa escolha.

O Install Fest aconteceu no dia 06 de março de 2013, em um auditório da Biblioteca do campus, e começou com uma palestra minha sobre o Projeto Fedora. Foi basicamente a mesma palestra que eu havia apresentado na Semana da Computação, mas de uma maneira mais sucinta porque tínhamos pouco tempo. Creio que a palestra foi bem recebida, porque o público demonstrou interesse em contribuir com o Projeto Fedora depois que eu expliquei os meios para isso :-). Além disso, apesar do número pequeno de pessoas (aproximadamente 12 participantes), todos estavam bastante interessados no conteúdo, o que é uma motivação extra!

Bem, após a palestra era hora de começar a instalar os sistemas. Levei vários DVDs do Fedora, em basicamente 2 versões: LiveDVDs, que permitem o boot e a utilização de um sistema Fedora sem a necessidade de instalar nada na máquina, e InstallDVDs, que não oferecem a opção de “experimentar” o sistema, mas já possuem todos os pacotes necessários para fazer uma instalação completa. Expliquei a todos os presentes algumas regras básicas de todo Install Fest: é preciso reparticionar o disco rígido caso se queira manter o Microsoft (R) Windows (R), quem organiza o Install Fest não pode assumir responsabilidade por nenhuma falha na instalação (apesar de elas serem raras), e também não pode assumir responsabilidade caso o usuário torne-se viciado no GNU/Linux :-). Dito isso, começamos a colocar as mãos na GNU/massa.

O primeiro desafio (e, até então, único!) dos Install Fests recentes é imposto pelos próprios fabricantes de notebooks. Um disco rígido que ainda utilize MBR (a maioria) suporta apenas 4 partições primárias. Antigamente, os fabricantes criavam apenas uma partição para o Microsoft (R) Windows (R), e às vezes chegavam a criar outra partição de “recuperação”, mas paravam por aí. Atualmente, não é raro encontrar computadores com 4 partições primárias já criadas. Eu inclusive já cheguei a ver notebooks com discos de 1 TB com uma partição primária de pouco mais de 1 MB! É uma prática totalmente absurda, e a meu ver é feita com má-fé, visando dificultar a instalação de outros sistemas operacionais. Além disso, pra piorar ainda mais, alguns fabricantes (HP me vem à cabeça, mas existem outros) dão um jeito de invalidar a garantia caso o esquema de particionamento seja alterado!!!

Felizmente, vários computadores no Install Fest possuíam apenas 3 partições (ou até menos!), e aqueles que possuíam 4 partições ou usavam um outro boot sector (chamado GPT), ou já estavam fora da garantia do fabricante e podiam ter seus esquemas de particionamento alterados. O próprio Microsoft (R) Windows (R), a partir da versão 7 (se não me engano), oferece uma ferramenta específica para redimensionar e reparticionar o disco, portanto essa primeira etapa foi concluída com sucesso em todas as máquinas (por favor, se você participou do Install Fest e se lembra de alguma máquina na qual não foi possível efetuar o reparticionamento, por favor contate-me <about> para que eu corrija o post!).

Depois de reparticionar, era hora de começar a instalação. Quase todos preferiram utilizar o InstallDVD, porque a instalação pela internet iria demorar muito. Após o boot, deparamo-nos com a interface do instalador do Fedora 18. Depois de ter lido diversas críticas sobre ele, pude finalmente confirmar que, infelizmente, quase todas condizem. Confesso que fiquei confuso no início, principalmente na tela de particionamento e seleção de disco, que não é nem um pouco intuitiva. Sei que o instalador foi reescrito, e que ele foi um dos principais motivos do atraso no lançamento do Fedora 18, então espero muito que as melhorias para o Fedora 19 contemplem, principalmente, essa parte de interface com o usuário. Após apanhar um pouco, acabei me acostumando com ele e as outras instalações foram mais tranquilas.

Conforme as instalações foram acabando, os sistemas começaram a ser configurados. Se minha memória não falha, todos optaram por instalar o GNOME 3, que é o desktop padrão do Fedora 18. Eu particularmente não gosto dele, e também tive algumas dificuldades (principalmente ao tentar encontrar modos de alterar opções mais avançadas), mas algumas pessoas gostaram do visual.

No final, esqueci de contar quantas máquinas foram instaladas, mas creio que chegamos perto de 11. Todas as instalações foram bem sucedidas, até onde minha memória alcança :-). E novamente eu fiquei bastante satisfeito com minha ida à UNESP de Rio Claro!

Entretanto, nuvens negras estavam se aproximando, e minha alegria duraria pouco…

Install Fest: missão UNICAMP

Há alguns anos começaram a surgir notícias sobre um novo sistema que substituiria a BIOS, permitindo muito mais flexibilidade durante o boot e inclusive adicionando camadas de segurança que protegeriam o usuário de vírus e outras ameaças. Esse sistema chama-se UEFI (e uma das tais “camadas de segurança” chama-se Secure Boot), e no ano passado ele ganhou muita notoriedade porque a Microsoft (R) anunciou que seu então novo sistema, o Windows (R) 8, só poderia ser utilizado em máquinas com UEFI. Isso causou uma corrida dos fabricantes de computador para adaptar-se a esse novo modelo (e ganhar o famigerado selo de compatibilidade da Microsoft (R)), e gerou incoformismo em boa parte das comunidades envolvidas com Software Livre e/ou Open Source.

Resumindo, o grande problema desse novo esquema é a necessidade de uma chave criptográfica assinada por uma autoridade certificadora para que o sistema operacional seja iniciado. Essa é a segurança que o Secure Boot provê, e o único jeito de obter uma chave assinada é… (tambores)… pagando à Microsoft (R)!

Até onde eu sei, o Microsoft (R) Windows (R) 8 não funciona caso o Secure Boot esteja desabilitado (um meio perfeitamente válido de instalar uma distribuição GNU/Linux que não possui a tal chave criptográfica), então a distribuição é obrigada a compactuar com esse esquema caso queira oferecer a opção de dual-boot ao usuário. E atualmente, as duas únicas distribuições que oferecem isso são o Fedora e o Ubuntu.

Bem, depois dessa sucinta explicação, começa aqui meu relato sobre o que aconteceu no Install Fest. No dia 13 de março de 2013, quarta-feira, nos reunimos no Instituto de Computação da UNICAMP para realizarmos a instalação de distribuições GNU/Linux. Novamente, eu levei vários DVDs do Fedora para serem utilizados pelos alunos ingressantes nos cursos de Ciência e Engenharia de Computação. Dessa vez não houve palestra introdutória sobre o Projeto Fedora, mas eu resolvi pegar 10 minutos e explicar as “regras” de um Install Fest. Também comentei sobre a má prática que algumas fabricantes de notebooks têm quando decidem entregar um disco rígido todo particionado e sem a possibilidade de adição de novas partições primárias. Dito isso, começamos a instalar.

Infelizmente, devido a diversos fatores como inexperiência, tempo curto para organização do evento, e erro na estimativa de quantas pessoas iriam ao evento, acabamos ficando com muita gente pra instalar e pouca gente pra ajudar. Não chegamos a fazer uma contagem oficial, mas eu suponho que pelo menos 20 pessoas estavam na sala querendo instalar o Fedora. E a grande maioria delas estava com notebooks novos, com Microsoft (R) Windows (R) 8, i.e., com UEFI e Secure Boot habilitados.

Conforme íamos reparticionando os discos e bootando os DVDs do Fedora, começamos a perceber que havia algo errado. Depois de terminar a instalação em algumas máquinas, notávamos que o sistema não iniciava. O que tínhamos que fazer, em alguns casos, era desabilitar o Secure Boot (mesmo assim, sem sucesso em alguns casos). E depois disso, o Fedora finalmente era iniciado, mas o Microsoft (R) Windows (R) 8 não aparecia na lista de sistemas operacionais do GRUB! Ou seja, era impossível fazer com que os dois sistemas convivessem na mesma máquina.

Tivemos alguns casos um pouco mais graves, mas que no fim foram resolvidos. E antes que você me pergunte qual foi a solução, eu respondo: reabilitamos o Secure Boot, e praticamente desfizemos a instalação do Fedora. Ou seja, a esmagadora maioria dos alunos presentes no Install Fest voltou pra casa com uma máquina sem Fedora ou qualquer outra distro GNU/Linux. Eu pessoalmente vi apenas 2 instalações bem sucedidas, apesar de que depois do Install Fest fiquei sabendo de mais.

Saí do evento bastante chateado, achando que a culpa havia sido nossa, e que os alunos nunca mais iriam querer instalar GNU/Linux nas suas máquinas. Mas depois de um tempo, coloquei as idéias em ordem e resolvi escrever este post. Não estou eximindo ninguém da culpa, creio que devíamos ter planejado o Install Fest um pouco melhor, e com certeza aprendemos com os erros que cometemos. Mas acho muito importante apontar alguns dedos e dizer o que realmente aconteceu.

Conclusões

A conclusão principal não poderia ser outra. É preciso tomar muito cuidado com essas novas tecnologias de boot. Quando for comprar uma máquina nova, é preciso prestar muita atenção a isso, pois essas novas tecnologias nada mais são do que armadilhas para tirar a sua liberdade de escolher o que quer executar na sua máquina. É preciso lutar contra essas imposições que as empresas fazem (não seja inocente pensando que é só a Microsoft (R) que está por trás disso…), e é preciso tomar conta da sua liberdade. Se quiser demonstrar ainda mais seu apoio contra essas imposições (e entender mais do porquê delas existirem), clique aqui e leia a página da Free Software Foundation sobre o assunto (e assine a petição também!).

Conclusões secundárias: um Install Fest (ou qualquer evento, na verdade) precisa ser organizado com antecedência, e precisa ter bastante gente disposta a ajudar nas instalações. Só assim as coisas fluem.

Agradecimentos

Não posso deixar de agradecer o Ricardo Panaggio por me ajudar indo até a UNESP de Rio Claro comigo! Ele também ajudou bastante no Install Fest da UNICAMP.

Também gostaria de agradecer ao Marcel Godoy e ao Centro Acadêmico da Computação da UNESP de Rio Claro pela organização e divulgação do Install Fest lá. Muito obrigado!

O Install Fest da UNICAMP só foi possível com a ajuda do Grupo Pró-Software Livre da UNICAMP, em especial ao Gabriel Krisman. O Ivan S. Freitas e o Raniere Gaia Silva também ajudaram no apoio logístico do Install Fest.

Por fim, gostaria de agradecer à comunidade Fedora pelo apoio com os DVDs. Obrigado a todos!


Bye bye, Juvia!

Once upon a time, there was a guy who cared about what other people could say about what he was writing on his blog. Well, like all fairy tales, this one also has a happy ending!

In case you didn’t make the connection, the “guy” is me :-). And also in case you didn’t notice: my blog does not have a comment system anymore. My reasoning for that is simple, and I can make a small list with the major points that made me take this decision:

  1. Juvia (the comment system I was using) is written in Ruby, which in itself is enough to drop it entirely (I really don’t understand how it is modeled, and I spent quite some time trying to figure out how to hack it);
  2. I had to run Passenger on my Apache, which was eating lots of RAM (I only have 2GB of RAM in my personal home server, which is where I was running Juvia);
  3. I had to run MySQL in order to store the comments (the other option was PostgreSQL), which was also eating lots of RAM;
  4. I want to use my personal home server for other things :-).

I probably could list a few more reasons, but I think you get the picture. Before dropping the comment system, I spent some days thinking about whether the blog readers would like the decision or not, but after all this time I came up with this: if you, dear reader, want to send me your opinion about what I write here, you can easily send me an e-mail (see the “About” page for my address), and I will happily reply to whatever you have to say. And if I notice that the blog is losing by not having interesting discussions, I can easily bring the comment system back online (though I’d like to find another solution that consumes less memory).

Anyway, that’s it. I’ll make another post about something interesting soon, I promise. Stay tunned!


Misunderstanding the Free Software Philosophy

This will probably be one of those controversial posts, but I really cannot just be silent about a behaviour that I am constantly seeing around me.

Since my childhood, I am fascinated by the power of the words. I always liked reading a lot, and despite not knowing the grammar rules (either in pt_BR or en_US, the former being my native language, the latter being the only idiom I can consider myself fluent in), I am deeply interested in what words (and their infinite meanings) can do to us. (If you can read in portuguese, and if you also like to study or admire in this subject, I strongly recommend a romance by José Saramago called “O Homem Duplicado”). So now, what I am seeing everywhere is that people are being as careless as ever with words, their meanings, and specially their implications.

The problem I am seeing, and it is a serious problem in my opinion, is the constant use of the term “free software” when “open source” should be used. This is obviously not a recent problem, and I really cannot recall when was the first time I noticed this happening. But maybe because I am much more involved with (real) free software movements now, I have the strong impression that this “confusion” is starting to grow out of control. So here I am, trying to convince some people to be a little more coherent.

When you create a group to talk about free software, or when you join a group whose goal is to promote free software ideas, you should really do that. First of all, you should understand what free software is about. It is not about open source, for starters. It is also a political movement, not only a technical one.

I was part of a group in my former university which had “Free Software” in its name. For a long time, I believed the group really was about free software, even after receiving e-mails with heavy negative critics about my opinions when I defended something related to the free software ideology (e.g., when I suggested that we should not have a Facebook page, which had been created for the group by one of its members). Well, when I really could not hide the truth from myself anymore, I packed my things and left the group (this was actually the start of a new free software group that I founded with other friends in Brazil).

I also like a lot to go to events. And not only because of the presentations, but mostly because I really like to talk to people. Brazilians are fortunately very warm and talkative, so events here are really a fertile soil for my social skills :-). However, even when the event has “free software” in its name and description, it is very hard to find someone who really understands the philosophy behind the term. And I’m not just talking about the attendees: the event staff is also usually ignorant (and prefer to remain like this)! I feel really depressed when I start to defend the (real) free software, and people start looking at me and saying “You’re radical.”. It’s like going in a “Debugger Conference” and feel ridicularized when you start talking about GDB! I cannot understand this…

But the worst part of all this is that newcomers are learning that “free software” is “Linux”, or something which is not free software. This is definitely not a good thing, because people should be aware that the world is not just about software development: there are serious issues, including privacy and freedom menaces by Facebook/Google/Apple/etc, which we should fight against. Free software is about that as well. Awareness should be raised, actions should be taken, and people should refuse those impositions.

So, to finish what I want to say, if you do not consider yourself a free software activist, please consider becoming one. And if, after giving it a thought, you decided that you really do not want to be a free software activist, then do not use the name “free software” in your event/group/whatever, unless you really intend to talk about it and not open source.. In other words, if you don’t want to help, please don’t spread confusion.


[ANÚNCIO] Criação do grupo LibrePlanet São Paulo!

Olá a todos!

Finalmente consegui um pouco de tempo na minha agenda, e resolvi escrever no blog para anunciar a criação do grupo LibrePlanet São Paulo!

O que é o LibrePlanet

O projeto LibrePlanet teve início em 2006, durante a reunião de membros da FSF (a Free Software Foundation). Ele foi criado para ajudar a organizar maneiras de levar o movimento de Software Livre ao conhecimento da população em geral.

Os grupos são organizados geograficamente, e cada um é responsável por definir metas e estratégias visando fomentar o Software Livre na região. É importante deixar claro: o objetivo é trabalhar em prol do Software Livre, e não do open source. Para saber mais a respeito da definição de Software Livre, recomendo que leia este artigo.

O surgimento do LibrePlanet São Paulo

Essa história é um pouco longa, mas vou tentar resumir :-).

Tudo começou quando eu, Ricardo Panaggio, Ivan S. Freitas e Raniere Gaia Silva começamos a trocar alguns e-mails sobre assuntos como privacidade, software livre, soluções e serviços livres, etc. Eu e o Panaggio já estávamos nos sentindo muito insatisfeitos com os rumos que um grupo local, teoricamente “pró software livre”, estava tomando (como quase tudo hoje em dia, o nome “software livre” está lá simplesmente porque ninguém se tocou de que devia ser “open source” ainda…). E essa insatisfação já vinha nos fazendo querer criar um novo grupo, fiel à ideologia do Software Livre, no qual pudéssemos dar nossas opiniões sem medo de sermos esmagados por uma maioria que não se importa com “essas coisas”.

Bem, começamos a conversar, e logo o Ivan e o Raniere deram sinais de que eles topariam participar do grupo, sem problemas. Portanto, o solo já estava fértil para novas idéias :-).

Um dia, eu acordei e vi na minha INBOX uma mensagem do Raniere dizendo que havia encontrado algo sobre um projeto interessante, o LibrePlanet, na Internet. Foi a faísca que faltava pra começar a movimentação! Recordei-me de que eu já havia conversado com o Matt Lee, também da FSF, sobre o LibrePlanet, e depois de uma rápida busca na wiki do projeto, vi que ainda não havia nenhum grupo brasileiro. Então, depois de alguma conversa interna, decidimos criar um grupo para o Estado de São Paulo.

Hoje, pouco mais de 2 semanas depois da criação, contamos com 10 membros cadastrados na Wiki, e aproximadamente 7 membros ativos no nosso canal de IRC. Também temos uma lista de discussão, e já estamos começando a conversar sobre possíveis projetos para 2013.

Como você pode fazer parte do grupo?

É simples! Siga os seguintes passos:

  1. Entre na nossa Wiki, e leia todas as informações presentes lá antes de qualquer coisa!
  2. Depois disso, efetue a criação de seu usuário na FSF, indo até este link de cadastro e preenchendo as informações. Repare que você não precisa tornar-se membro da FSF (os membros são pessoas que contribuem financeiramente com a Fundação), mas se você puder, iria ser bem legal :-).
  3. Ok, agora que você já possui um usuário, efetue o login na Wiki do LibrePlanet, e crie sua página pessoal lá. Para isso, vá até este link, clique no link Edit, e insira algumas informações sobre lá. Se quiser, utilize minha página pessoal como exemplo. É importante que você insira, no final de todo o conteúdo, a seguinte linha: {{user SP}}. Ele faz com que você passe a pertencer ao grupo LibrePlanet de São Paulo.
  4. Agora, é importante que você também efetue sua inscrição na nossa lista de discussão. Vá até esta página de inscrição e preencha as informações necessárias! Também recomendamos fortemente que você envie uma mensagem de apresentação para a lista. Nada formal, só para termos uma idéia do tamanho do grupo!
  5. Ufa, último passo! Se você utiliza IRC e frequenta a rede Freenode, entre no nosso canal: #lp-br-sp! É lá que a maior parte das discussões acontece, então seria muito legal se você também pudesse participar delas!

Acho que é isso :-). Se você ainda tiver alguma dúvida sobre qualquer assunto tratado neste post (objetivos do grupo, inscrição, etc), ou se quiser fazer algum comentário, sinta-se à vontade!

Saudações livres!