Bye bye, Juvia!

Once upon a time, there was a guy who cared about what other people could say about what he was writing on his blog. Well, like all fairy tales, this one also has a happy ending!

In case you didn’t make the connection, the “guy” is me :-). And also in case you didn’t notice: my blog does not have a comment system anymore. My reasoning for that is simple, and I can make a small list with the major points that made me take this decision:

  1. Juvia (the comment system I was using) is written in Ruby, which in itself is enough to drop it entirely (I really don’t understand how it is modeled, and I spent quite some time trying to figure out how to hack it);
  2. I had to run Passenger on my Apache, which was eating lots of RAM (I only have 2GB of RAM in my personal home server, which is where I was running Juvia);
  3. I had to run MySQL in order to store the comments (the other option was PostgreSQL), which was also eating lots of RAM;
  4. I want to use my personal home server for other things :-).

I probably could list a few more reasons, but I think you get the picture. Before dropping the comment system, I spent some days thinking about whether the blog readers would like the decision or not, but after all this time I came up with this: if you, dear reader, want to send me your opinion about what I write here, you can easily send me an e-mail (see the “About” page for my address), and I will happily reply to whatever you have to say. And if I notice that the blog is losing by not having interesting discussions, I can easily bring the comment system back online (though I’d like to find another solution that consumes less memory).

Anyway, that’s it. I’ll make another post about something interesting soon, I promise. Stay tunned!


Misunderstanding the Free Software Philosophy

This will probably be one of those controversial posts, but I really cannot just be silent about a behaviour that I am constantly seeing around me.

Since my childhood, I am fascinated by the power of the words. I always liked reading a lot, and despite not knowing the grammar rules (either in pt_BR or en_US, the former being my native language, the latter being the only idiom I can consider myself fluent in), I am deeply interested in what words (and their infinite meanings) can do to us. (If you can read in portuguese, and if you also like to study or admire in this subject, I strongly recommend a romance by José Saramago called “O Homem Duplicado”). So now, what I am seeing everywhere is that people are being as careless as ever with words, their meanings, and specially their implications.

The problem I am seeing, and it is a serious problem in my opinion, is the constant use of the term “free software” when “open source” should be used. This is obviously not a recent problem, and I really cannot recall when was the first time I noticed this happening. But maybe because I am much more involved with (real) free software movements now, I have the strong impression that this “confusion” is starting to grow out of control. So here I am, trying to convince some people to be a little more coherent.

When you create a group to talk about free software, or when you join a group whose goal is to promote free software ideas, you should really do that. First of all, you should understand what free software is about. It is not about open source, for starters. It is also a political movement, not only a technical one.

I was part of a group in my former university which had “Free Software” in its name. For a long time, I believed the group really was about free software, even after receiving e-mails with heavy negative critics about my opinions when I defended something related to the free software ideology (e.g., when I suggested that we should not have a Facebook page, which had been created for the group by one of its members). Well, when I really could not hide the truth from myself anymore, I packed my things and left the group (this was actually the start of a new free software group that I founded with other friends in Brazil).

I also like a lot to go to events. And not only because of the presentations, but mostly because I really like to talk to people. Brazilians are fortunately very warm and talkative, so events here are really a fertile soil for my social skills :-). However, even when the event has “free software” in its name and description, it is very hard to find someone who really understands the philosophy behind the term. And I’m not just talking about the attendees: the event staff is also usually ignorant (and prefer to remain like this)! I feel really depressed when I start to defend the (real) free software, and people start looking at me and saying “You’re radical.”. It’s like going in a “Debugger Conference” and feel ridicularized when you start talking about GDB! I cannot understand this…

But the worst part of all this is that newcomers are learning that “free software” is “Linux”, or something which is not free software. This is definitely not a good thing, because people should be aware that the world is not just about software development: there are serious issues, including privacy and freedom menaces by Facebook/Google/Apple/etc, which we should fight against. Free software is about that as well. Awareness should be raised, actions should be taken, and people should refuse those impositions.

So, to finish what I want to say, if you do not consider yourself a free software activist, please consider becoming one. And if, after giving it a thought, you decided that you really do not want to be a free software activist, then do not use the name “free software” in your event/group/whatever, unless you really intend to talk about it and not open source.. In other words, if you don’t want to help, please don’t spread confusion.


[ANÚNCIO] Criação do grupo LibrePlanet São Paulo!

Olá a todos!

Finalmente consegui um pouco de tempo na minha agenda, e resolvi escrever no blog para anunciar a criação do grupo LibrePlanet São Paulo!

O que é o LibrePlanet

O projeto LibrePlanet teve início em 2006, durante a reunião de membros da FSF (a Free Software Foundation). Ele foi criado para ajudar a organizar maneiras de levar o movimento de Software Livre ao conhecimento da população em geral.

Os grupos são organizados geograficamente, e cada um é responsável por definir metas e estratégias visando fomentar o Software Livre na região. É importante deixar claro: o objetivo é trabalhar em prol do Software Livre, e não do open source. Para saber mais a respeito da definição de Software Livre, recomendo que leia este artigo.

O surgimento do LibrePlanet São Paulo

Essa história é um pouco longa, mas vou tentar resumir :-).

Tudo começou quando eu, Ricardo Panaggio, Ivan S. Freitas e Raniere Gaia Silva começamos a trocar alguns e-mails sobre assuntos como privacidade, software livre, soluções e serviços livres, etc. Eu e o Panaggio já estávamos nos sentindo muito insatisfeitos com os rumos que um grupo local, teoricamente “pró software livre”, estava tomando (como quase tudo hoje em dia, o nome “software livre” está lá simplesmente porque ninguém se tocou de que devia ser “open source” ainda…). E essa insatisfação já vinha nos fazendo querer criar um novo grupo, fiel à ideologia do Software Livre, no qual pudéssemos dar nossas opiniões sem medo de sermos esmagados por uma maioria que não se importa com “essas coisas”.

Bem, começamos a conversar, e logo o Ivan e o Raniere deram sinais de que eles topariam participar do grupo, sem problemas. Portanto, o solo já estava fértil para novas idéias :-).

Um dia, eu acordei e vi na minha INBOX uma mensagem do Raniere dizendo que havia encontrado algo sobre um projeto interessante, o LibrePlanet, na Internet. Foi a faísca que faltava pra começar a movimentação! Recordei-me de que eu já havia conversado com o Matt Lee, também da FSF, sobre o LibrePlanet, e depois de uma rápida busca na wiki do projeto, vi que ainda não havia nenhum grupo brasileiro. Então, depois de alguma conversa interna, decidimos criar um grupo para o Estado de São Paulo.

Hoje, pouco mais de 2 semanas depois da criação, contamos com 10 membros cadastrados na Wiki, e aproximadamente 7 membros ativos no nosso canal de IRC. Também temos uma lista de discussão, e já estamos começando a conversar sobre possíveis projetos para 2013.

Como você pode fazer parte do grupo?

É simples! Siga os seguintes passos:

  1. Entre na nossa Wiki, e leia todas as informações presentes lá antes de qualquer coisa!
  2. Depois disso, efetue a criação de seu usuário na FSF, indo até este link de cadastro e preenchendo as informações. Repare que você não precisa tornar-se membro da FSF (os membros são pessoas que contribuem financeiramente com a Fundação), mas se você puder, iria ser bem legal :-).
  3. Ok, agora que você já possui um usuário, efetue o login na Wiki do LibrePlanet, e crie sua página pessoal lá. Para isso, vá até este link, clique no link Edit, e insira algumas informações sobre lá. Se quiser, utilize minha página pessoal como exemplo. É importante que você insira, no final de todo o conteúdo, a seguinte linha: {{user SP}}. Ele faz com que você passe a pertencer ao grupo LibrePlanet de São Paulo.
  4. Agora, é importante que você também efetue sua inscrição na nossa lista de discussão. Vá até esta página de inscrição e preencha as informações necessárias! Também recomendamos fortemente que você envie uma mensagem de apresentação para a lista. Nada formal, só para termos uma idéia do tamanho do grupo!
  5. Ufa, último passo! Se você utiliza IRC e frequenta a rede Freenode, entre no nosso canal: #lp-br-sp! É lá que a maior parte das discussões acontece, então seria muito legal se você também pudesse participar delas!

Acho que é isso :-). Se você ainda tiver alguma dúvida sobre qualquer assunto tratado neste post (objetivos do grupo, inscrição, etc), ou se quiser fazer algum comentário, sinta-se à vontade!

Saudações livres!


Relato da Apresentação sobre o GDB no SoLiSC 2012

Nesta última sexta-feira, dia 30/11/2012, estive presente na sétima edição do SoLiSC 2012, em Florianópolis, para apresentar uma palestra introdutória sobre o GDB. Este é um relato sobre minha particição no evento :-).

Impressões sobre o evento

Foi a primeira vez que fui ao SoLiSC. Já tive vontade de ir em anos anteriores, mas infelizmente sempre havia algo para atrapalhar. No entanto, nesse ano felizmente tudo correu bem, e inclusive tive uma palestra aceita! Ou seja, um ótimo motivo para visitar Floripa e rever o mar :-D.

Peguei um vôo saindo às 6h de Campinas, e cheguei lá às 7h10min. Estava bastante cansado, pois não havia dormido de quinta pra sexta, só que a ansiedade estava conseguindo me deixar ligado :-).

O evento aconteceu Universidade Estácio de Sá, que fica em São José. Cheguei por lá às 8h, e fui bem recebido pelo pessoal do evento. Já tentei me enturmar, e conheci algumas pessoas que também iam palestrar no evento. Como minha palestra estava marcada para começar às 14h, resolvi ficar batendo papo e de olho na grade de palestras.

Por coincidência (ou não!), acabei ficando na sala onde aconteceria o primeiro LibreOffice Hack Day no Brasil. Acabei ficando na sala o dia todo, ajudando o pessoal a resolver alguns problemas chatos com o firewall da Universidade, e depois com git. Foi uma experiência muito legal, nunca tinha participado de um Hack Day antes, e foi uma honra poder presenciar e ajudar no primeiro evento do tipo que o pessoal do LibreOffice fez no Brasil :-). Aliás, foi muito interessante conhecer um pouco mais sobre um projeto tão grande e complexo quanto o LibreOffice, e inclusive fiz um “jabá” sobre o GDB para eles :-).

No final, também conheci algumas pessoas muito interessadas em contribuir com projetos de software livre, o que é sempre bom! Isso me ajuda a ter mais motivação para continuar a fazer esse trabalho de divulgação. Você pode ler uma descrição mais detalhada sobre o LibreOffice Hack Day (inclusive com fotos) aqui.

Apresentação “GDB Crash Course”

Eu já estava esperando pouca gente na palestra, até porque falar sobre o GDB está ficando cada vez mais complicado… As pessoas em geral não sabem (e nem se interessam) pelo software, então é normal ficar meio “de escanteio” nesses eventos :-). Quem sabe um dia eu não escreva um post sobre isso?

Bem, mas mesmo com pouco público, creio que palestra correu bem. Dessa vez, meu amigo Edjunior não foi, então levei a palestra sozinho :-). Existem vantagens e desvantagens nisso, mas de modo geral acho que a palestra ficou um pouco mais rápida.

Adicionei alguns slides extras para falar sobre a Red Hat, e sobre o que estamos fazendo pelas comunidades de software livre por aí – não só na do GDB, mas também em muitas outras. Essa parte da apresentação realmente foi bacana, porque o orgulho de se trabalhar nessa empresa é grande!

Depois que terminei minha palestra e voltei à sala do LibreOffice Hack Day, alguns desenvolvedores que estavam por lá me perguntaram como foi, e disseram que tinham se arrependido de não ter ido… Sabe como é, preferiram ficar fazendo patches, então eu entendo :-P. Bem, pra não deixar ninguém insatisfeito, acabei fazendo uma segunda rodada da palestra dentro do Hack Day, e também foi muito bacana :-).

Várias pessoas me pediram os slides, então aqui estão eles:

Conclusão

Gostaria de agradecer especialmente à Eliane Domingos, ao David Jourdain e ao Olivier Hallot, todos membros da TDF e contribuidores do LibreOffice, pelos momentos prazerosos e pelas conversas divertidas que tivemos durante todo o evento!

Também gostaria de agradecer à organização do SoLiSC pela oportunidade de participar de um evento tão bacana! O Klaibson Ribeiro foi a pessoa com quem troquei alguns e-mails antes do evento, então um “muito obrigado” a ele também :-).

Nos vemos no próximo SoLiSC!


HEADS UP: Comment system is offline temporarily

Hi there. This little post is just a heads about an issue that I am facing with the comment system that I run. Unfortunately, you will not be able to post comments on the blog until, at least, next Wednesday (November 21).

For those of you wondering which comment system I use, it is called Juvia. Due to privacy concerns, I chose not to use anything like Disqus because it tracks you and your comments (read their privacy policy if you want more details). On the other hand, Juvia runs on my private personal server, and does not collect any kind of personal information when you make a comment. The cons of this approach is that when my personal server is down (like now), the blog doesn’t have comments. But that’s a minor price to pay for the respect of privacy, I think.

Anyway, I hope to have the comments back online next week. Until there, I plan to continue making posts here, so save your comments for some time!

Thanks!