Relato: FAD SP 2013

Estava devendo este post há 1 semana pro meu amigo Leonardo Vaz! Desculpaê, Leo :-).

Vou tentar fazer um (breve?) relato sobre o Fedora Activity Day (ou simplesmente FAD), que aconteceu em São Paulo no dia 1 de Junho de 2013, mais conhecido como sábado retrasado :-). Se quiser ver a página de organização do evento (em inglês), clique neste link aqui.

Chegada em Sampa

Bem, como sou um ex-embaixador do Fedora novato, inexperiente, e que não faz nada da vida (ao contrário de vários ex-colegas que participam há anos como embaixadores contribuindo solidamente para o bem comum e sem deixar a peteca cair), eu resolvi levar os DVDs do Fedora que estavam comigo para que o Leo e o Itamar (e quem mais estivesse por lá!) pudessem se encarregar de redistribuí-los antes que eles perdessem a “validade”. Saí cedo de Campinas, e com uma São Paulo sem trânsito nem problemas, consegui chegar no escritório da Red Hat às 9h e pouco.

Conheci (e reconheci!) algumas pessoas por lá, entre colegas de trabalho da empresa, embaixadores/contribuidores do Fedora, e entusiastas que estavam lá pra conhecer melhor e ver qual era a do evento. Certamente foi uma tarde/noite proveitosa em termos de contatos pessoais!

Palestras

Depois de um atraso no início do evento, o Leo começou apresentando uma palestra sobre o projeto Fedora (e seus sub-projetos, como o de embaixadores, por exemplo). Mesmo com boa parte (senão todos!) dos presentes já fazendo parte do projeto de algum jeito, ainda assim a palestra foi um momento legal pra que algumas discussões e reflexões acontecessem. Considero que a maior parte da “nata” da comunidade estava naquela sala (com óbvias exceções como o Fábio Olivé, o Amador Pahim, e outras pessoas cujos nomes não vou ficar citando porque estou com preguiça de pensar em todos!). Portanto, acho que o plano do Leo (que é o de revitalizar a comunidade Fedora no Brasil, principalmente a de embaixadores) começou com os dois pés direitos (se é que isso é possível!).

A idéia inicial era de que cada palestra durasse 1 hora, mas é claro que com tanto assunto pra tratar a palestra do Leo durou muito mais que isso! No fim das contas, quando a palestra terminou já era hora do almoço :-). Como não poderia deixar de ser, o papo continou na cozinha, e foi lá que pude conhecer melhor o pessoal que estava presente. Foi bem legal :-).

Bem, com a bateria carregada, era hora do segundo ciclo de palestras! O Leo pediu pra que eu apresentasse um pouco da minha experiência com o GDB, tanto na parte de lidar com a comunidade upstream, quanto na hora de focar no desenvolvimento de funcionalidades para o Fedora (ou para o Red Hat Enterprise (GNU/)Linux). Eu não tinha preparado nenhum slide, e fui com a cara (de pau) e a coragem tentar bater um papo com a galera ;-). Aqui está uma foto na hora da palestra (reparem na pose, no garbo e na elegância do palestrante):

Apresentação do GDB

Acho que consegui passar uma idéia de como é o meu dia-a-dia trabalhando com o GDB e navegando entre os mares upstream e empresarial. Algumas pessoas fizeram algumas perguntas (o Maurício Teixeira inclusive fez perguntas técnicas!), e felizmente minha palestra durou bem menos do que a do Leo! Eu certamente não tinha tanto assunto pra tratar :-P.

A última atividade do dia foi um hands-on que o Itamar fez sobre empacotamento RPM. Foi legal, e acho que deu pro pessoal ter uma noção de que empacotar pro Fedora não é um bicho de sete cabeças. Inclusive, se você estiver interessado em saber mais, sugiro que dê uma olhada na página wiki que ensina o básico disso, e não se sinta envergonhado de enviar suas dúvidas pras listas de desenvolvimento do Fedora!

Após esse how-to ao vivo, e levando em conta o horário avançado (mais de 19h) e o cansaço do pessoal, decidimos finalizar o evento. Na verdade, ainda ficamos discutindo bastante sobre vários pontos importantes da comunidade, os problemas vivenciados (sim, existem problemas, a não ser que você viva num mundo encantado ou não se envolva o suficiente pra notá-los, mas aí é só pedir pra alguém traduzir o que está acontecendo e talvez você entenda), e as possíveis soluções. Acabei saindo de Sampa quase 20h30min, mas achei que valeu muito a pena ter ido!

Conclusões

A conclusão pessoal é que eu estava mesmo precisando ir a eventos e conhecer pessoas novas! Acho isso muito legal, é um combustível pra fazer mais coisas e ter mais idéias.

A conclusão na parte da comunidade é a de que o Leo vai conseguindo aos poucos mudar a mentalidade do Fedora Brasil. Não me arrependo de ter dado um tempo no sub-projeto de embaixadores, e estou achando muito legal ver as ações do Leo & cia. para mudar as coisas. Têm meu total apoio!

Agradecimentos

Esse evento certamente não teria acontecido sem o incansável Leonardo Vaz. Ele merece todos os agradecimentos e toda a admiração da comunidade (inter)nacional do Fedora por isso, sem dúvida. Se você estiver lendo este post, tiver alguma relação com o Fedora, e for ao FISL este ano, pague uma cerveja (ou suco!) a ele, porque ele merece.

Também queria agradecer ao pessoal que foi ao evento. É sempre bom ver gente que se preocupa de verdade em melhorar algo, que não fecha os olhos para os problemas que estão acontecendo, e principalmente que se dispõe a aprender algo novo. Foi gratificante ter conhecido pessoas como o Germán, um astrofísico argentino que mantém dois pacotes em Python no Fedora sem querer nada em troca! Ou tipo o Hugo Cisneiros, envolvido no mundo GNU/Linux há tanto tempo quanto aquele cabelo dele levou pra crescer :-P.

E vida longa ao Software Livre!


GDB and SystemTap integration improving linker-debugger interface

It is really nice to see something you did in a project influence in future features and developments. I always feel happy and proud when I notice such scenarios happening, and this time was no different. Gary Benson, a colleague at Red Hat who works in the GDB team as well, has implemented a way of improving the interface between the linker and the debugger, and one of the things he used to achieve this is the GDB <-> SystemTap integration that I implemented with Tom Tromey 2 years ago. Neat!

The problem

You can read a detailed description of the problem in the message Gary sent to the gdb-patches mailing list, but to summarize: GDB needs to interface with the linker in order to identify which shared libraries were loaded during the inferior’s (i.e., program being debugged) life.

Nowadays, what GDB does is to put a breakpoint in _dl_debug_state, which is an empty function called by the linker every time a shared library is loaded (the linker calls it twice, once before modifying the list of loaded shlibs, and once after). But GDB has no way to know what has changed in the list of loaded shlibs, and therefore it needs to load the entire list every time something happens. You can imagine how bad this is for performance…

The solution

What Gary did was to put SDT probes strategically on the linker, so that GDB could make use of them when examining for changes in the list of loaded shlibs. It improves performance a lot, because now GDB doesn’t need to stop twice every time a shlib is loaded (it just needs to do that when stop-on-solib-events is set); it just needs to stop at the right probe, which will inform the address of the link-map entry of the first newly added library. It means GDB also won’t need to walk through the list of shlibs and identify what has changed: you get that for free by examining the probe’s argument.

Gary also mentions a discrepancy that happened on Solaris libc, which has also been solved by his patch.

And now, the most impressing thing: the numbers! Take a look at this table, which displays the huge improvement in the performance when using lots of shlibs (the time is in seconds):

Number of shlibs 128 256 512 1024 2048 4096
Old interface > 0 > 1 > 4 > 12 > 47 > 185
New interface > 0 > 0 > 2 > 4 > 10 > 36

Impressive, isn’t it?

Conclusion

This is one the things I like most in Free Software projects: the possibility of extending and improving things by using what others did before. When I hacked GDB to implement the integration between itself and SystemTap, I had absolutely no idea that this could be used for improving the interface between the linker and the debugger (though I am almost sure that Tom was already thinking ahead!). And I can say it is a pleasure and I feel proud when I see such things happening. It just makes me feel more and more certain that Free Software is the way to go :-).


So long, Ambassadors...

No, I am not leaving the Fedora Project, I am just leaving (or taking a break, depending on how you look) its Ambassadors program. I am still the co-maintainer of the GDB package, and will contribute to the development of the distribution since it is also my job. However, after a few months trying to become more involved with the Fedora community (specifically with the Brazilian/LATAM community), I became so disappointed that the only logical action for me now is to step back.

My brief history

I joined the Ambassadors program on October, 2012. After having used the system heavily for almost 3 years, I decided that it was about time to pay something back to the community too. Since I live in Brazil, I joined the the brazilian team of Ambassadors (which meant that I was also part of the Latin America team). Thanks to my friend Leonardo Vaz (from Red Hat), I talked to Daniel Bruno who then became responsible for “mentoring” me.

The brazilian community was (and still is) very inactive (compared to others, and to itself a few years ago), but I was very excited and decided to try to revive it. And the first task that I assigned myself was to regain control of the brazilian and LATAM domains.

The domains

Alejandro Perez, a very nice guy from Panamá responsible for LATAM’s money, asked me to talk to Rodrigo Padula, an inactive Fedora Ambassador from Brazil, about the domains. Padula was a very active member of the brazilian community since 2006 if I’m not mistaken, but due to reasons beyond my knowledge is inactive in the Fedora community for quite some time now (he’s still very active in the Mozilla community, however). And he owns both domains.

Alejandro was worried because the LATAM domain had suffered some sort of outage during some days, which is obviously bad for the project. He was also concerned (and I totally agreed with him on this) because those domains shouldn’t be owned by a person (rather, it should be registered on behalf of the Fedora Project or, ultimately, Red Hat), specially if this person is now inactive.

To make a long story short, I spent more than 1 month doing the indirection and talking to both guys about this issue. Padula initially said he could transfer the domains without problem, but then changed his mind and said he wouldn’t do it. On the other side, Alejandro was getting upset because Padula did not want to make the transfer, and the LATAM community was pressuring him. In the end, I totally gave up, and the LATAM guys registered yet another domain, but right now are still using the old domain. Yes, a mess.

Working with LATAM

Anyway, after this episode, and after witnessing how active the LATAM community was in contrast with the brazilian community, I decided to work directly with them. I wanted to do something, and I was eager to start working as a real ambassador, spreading the word about Fedora everywhere. And my friends from Panamá, Argentina, México, Venezuela, etc., seemed the right people to work with.

So I started attending the weekly meetings on #fedora-latam, at Freenode, every Wednesday night. It is a well-organized meeting (run by Alejandro), whose main goal is to vote tickets from LATAM ambassadors (including brazilians). Tickets are basically requests made through a Trac instance, and are used to ask for swags, media, sponsorship for travels, etc. The Fedora Project has a budget, and the LATAM region gets a fraction of this budget for annual expenses, so our job as ambassadors was to vote those tickets and decide whether they deserve to be approved or not, according to some rules inside the project.

Keep in mind: we are dealing with money here. It’s not yours nor mine, but it’s still money that should be used to promote a project that embraces open source initiatives (unfortunately, I cannot say Fedora is Free Software, but that is a topic for another post).

So, after some weeks working with the LATAM guys, I became the default owner of Trac tickets from brazilian ambassadors. And a few more weeks down the road Alejandro asked me to produce media (Fedora DVDs) and be resposible for distributing them in Brazil. I spent a lot of time ordering the medias (I had to travel to São Paulo in order to make sure everything was OK), and every time an ambassador requests Fedora DVDs I go through a series of steps (link in pt_BR) to guarantee that she gets her media and I get my reimbursement.

I also like to give talks and presentations about the project, and so I’ve attended some events (or organized them) just to be able to do that. I have posted some reports about them in this blog, you can find them in the archives (if you can read in pt_BR).

So, enough of self-promotion: why I am leaving the ambassador’s program after all?

Disappointment

A few things started to happen:

  • During the weekly LATAM meetings, it bothered me to see that the tickets were being approved without any kind of serious discussion. Everyone (including myself!) was just giving “+1” to everything!
  • FISL, the biggest open source (no, it is not about Free Software!!) event in LATAM, is going to happen on July. Suddenly, new brazilian ambassadors were popping out of nowhere, and inactive ambassadors were pretending to do something.
  • As a consequence, we received 9 sponsorship requests in our Trac. Some from active people, some not.

Something that I should have noticed before became crystal clear to me: some people are there just to take advantages for their own. They are not interested in the project, in the philosophy (yes, you can laugh at my face now…), in the promotion of the ideals, etc. They just want free lunch. And they get it…

During the last meeting I attended, two weeks ago, we were going to vote the FISL tickets. A few days before the meeting, I sent the following message to the LATAM Ambassadors list:

Hi there,

This message is just to let you know that we will be discussing several FISL tickets in our next meeting, May 8th. You can take a look at the meeting agenda by going to:

https://fedorahosted.org/fedora-latam/report/9

I would like to ask everyone to read the requests and make your decision based on merits, please. In my opinion, only active ambassadors should receive the honor of being sponsored by Fedora to go to FISL14. Let’s not spend money unnecessarily, so try to avoid the “+1” wave when voting for the tickets.

Thanks a lot,

–Sergio.

As I said, some tickets were filed by inactive ambassadors, and I wanted us to at least discuss the matter with him/her, showing that we were not happy with his/her conduct. It is one thing when you have personal problems and have to step away from the project for a while; it is another different thing when you disappear without saying a word and then comes back to request sponsorship for travel.

We began the meeting by discussing tickets filed by active members, and approving them without thinking much about it. However, eventually we got to the problematic ones. There is this specific guy, whose name I will not mention here, who was very absent since I started in the project, and I felt the need to point that out. I told him I hadn’t seen him in quite a while, and explained that there were many ambassadors doing things for Fedora. He’s a long term contributor to the project, as he himself told me in a not-so-friendly tone during the meeting. But that was not the subject of the discussion, and while he kept saying how hard he worked for the project in the last 5 years, or how much he’s done for this or that, I remained silent and began to think: what the hell am I doing? Why am I wasting my time in a Wednesday night to convince a group that someone maybe doesn’t deserve the credit he’s asking for? Well, the only reasonable answer was: because I feel it is the right thing to do. But nobody said a word during this discussion, and I started to feel something else. I felt that people were not interested in evaluating how much this guy (or anybody else, for that matter) really did for the project! And the feeling was corroborated when someone else said: “Hey, let’s just approve the ticket now, we can continue the discussion later”. WHAT????. Let me see if I get it: we are here to discuss, reach a consensus, and vote. You want to approve, maybe discuss, fuck the consensus. Well…

I left before the end of the meeting, but I still managed to see this behaviour explained by some people: there was enough money to approve all tickets, so the meeting was just a formality needed to explain the expenses later. I was at least fully convinced that I did not belong there.

Not my place

If you are part of a team and you disagree with its members, I believe you have two choices most of the time: you can either (a) discuss with them, try to understand their reasons for being different, try to explain yours, see what you can do to overcome this, or (b) leave it. Sometimes I choose one, sometimes another. This is the time for (b). I don’t want to spend more time and energy into something that doesn’t work the way I think it should. I don’t feel motivated to fight against the tide, because I am not so strong and the tide keeps getting bigger and bigger. And I also don’t want to stop people from doing what they think is right, honestly. In the end of the day, I still want to believe that everyone has a conscience and knows what’s correct…

But I am not going to cross my arms and sit. Some friends and I decided to create our own group, called LibrePlanet São Paulo (link in pt_BR), and focus on the real important thing: Free Software. I really hope we can make a difference with our local community, and we have started with the right foot already: we organized the Document Freedom Day in our city this year!

As for Fedora, as I said, I still intend to continue contributing to it. I’m still subscribed to the fedora-devel mailing list, and I still follow the project’s decisions, partly because it is part of my job, partly because I strongly believe you have to give back what you take for free – as in freedom – from the community. I also have some DVDs and I intend to distribute them. But my time as a Fedora Ambassador is coming to an end. It was a good experience, I met good people, had a great time doing talks and presentations, and most of all, did what I felt right at the right time.

So, as Douglas Adams said, “…thanks for all the fish!”.


Document Freedom Day 2013 in Campinas -- São Paulo -- Brazil

Hi, there! This is the report of the Document Freedom Day event that took place in Campinas, São Paulo state, Brazil. I will talk a little bit about how we (keep reading to know who “we” are!) organized it, and the conclusions that can be drawn to help for the next edition.

Organization

The DFD (or Document Freedom Day) 2013 in Campinas was organized by the LibrePlanet São Paulo (link in pt_BR) group. If you follow this blog, and if you speak portuguese, then you have probably read the announcement of the group that I made last year. If you haven’t: LibrePlanet São Paulo is part of the LibrePlanet project (sponsored by the Free Software Foundation), and “… is a global network of free software activists and teams working together to help further the ideals of software freedom by advocating and contributing to free software.”.

The DFD 2013 was an important event to us because it was the first serious event that we organized as a group. Despite some mistakes and errors, I believe we did fine and were able to learn some great lessons for the next events that we plan to do. By the way, if you want to see the official page which we used to promote the event (and organize it too), take a look here. The page is in pt_BR.

Basically, we should have: (a) focused more on defining the venue as soon as possible, because that would have made it possible to (b) start sending announcements about the event earlier. We also should have contacted the Document Freedom organization and asked swags and banners earlier, because when we did it was too late for the shipment to arrive in time. And last but not least, we should really have taken pictures!! Unfortunately, I have absolutely no pictures to post here, so you will have to believe just in the words I write…

But well, nothing is perfect, and hey, the event happened!. So let’s talk it :-).

The Event

DFD 2013 occurred on Wednesday, March 27th. After some discussion, we decided to schedule the event from 13h (1 p.m.) to 17h (5 p.m.), with 4 presentations of 50 minutes each, approximately. The venue chosen was CCUEC, the Center of Computing at the University of Campinas, UNICAMP. This center has some great people working on it who are involved with Free Software since the beginning of the movement, particularly Rubens Queiroz de Almeida, a very nice guy (very famous in the Brazilian Free Software scene) who helped us a lot with the organization of this event.

We understand that doing the event on a Wednesday afternoon was something that made it very hard for most people to attend, and that is probably the main reason for the low attendance: only 8 people in the audience. I have to say I was a little frustrated in the beginning, but hey, what really matters is that we spread the word about Free Software to 8 brave souls there, who will hopefully spread the word again to more people, and so on :-). So, it was time for the show to begin!

Our schedule was (presentation titles translated):

  1. What is Free Software?”, by me
  2. Free Documents or the End of the World”, by Rubens Queiroz de Almeida
  3. HTML5: all the faces of the new standard”, by Ricardo Panaggio
  4. EPUB3: The book in the XXI century”, by Raniere Silva

So my presentation was scheduled to be the first one, and I really liked it (surprise!). It was virtually the first time I gave a “philosophical” talk, and a very important one: a general presentation about Free Software, its history, the present, and a little bit of the future. In my opinion, what I liked about my talk is that I focused less on the “freedom” part, and more on the “respect” part of the philosophy. This is something I did because I wanted to use a different argument that was on my head for a long time: that the main thing behing the Free Software is the respect towards others, and only with that one can achieve freedom.

I watched Rubens too, who gave an excelent presentation about why we need free documents and standards. Rubens is very talkative and warm, which makes the audience feel relaxed. People liked his presentation a lot, from what I noticed.

Unfortunately, Ricardo Panaggio had a problem with his computer before his presentation, so we decided to switch: Raniere Silva would take his place as the third presenter, while Ricardo tried to fix the problem. I helped him with his problems, and because of this I was unable to watch Raniere’s talk. In the end, we could not solve Ricardo’s problem and he decided to give his presentation without any slides. In my opinion, he managed to catch everyone’s attention (also because HTML5 is such a hot topic today), so I guess the missing slides were not so important after all!

At 17h o’clock, we declared DFD 2013 finished. I still had time to distribute some Free Software stickers (from FSF), and talk a little with two or three people there, who were satisfied with the presentations! It made my day, of course :-). And just because of that I now feel motivated to organized another DFD next year!

Acknowledgements

I would like to thank Rubens Queiroz for helping with the promotion, the location, and the presentation during the event. DFD 2013 would have been impossible without his help. Thanks, Rubens!

The LibrePlanet São Paulo team, specially Ricardo Panaggio, were also deeply involved with me in the organization. And I hope we manage to make a bigger event next year!

Finally, I would like to thank everyone who attended the event, even for watch only one talk. Your presence there was really, really important to all of us. See you all next year!


Relato dos Install Fests na UNESP de Rio Claro/SP e na UNICAMP/SP

E… Aqui estamos (estou?) com mais um relato sobre duas atividades envolvendo o Projeto Fedora! Ele contempla, respectivamente, os Install Fests ocorridos na UNESP de Rio Claro/SP e na UNICAMP. Foram atividades que envolveram diversas pessoas, tiveram vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, mas acima de tudo um sentimento de impotência (principalmente no Install Fest ocorrido na UNICAMP) em relação às novas “tecnologias” de boot, principalemente ao Secure Boot.

Install Fest: missão UNESP de Rio Claro/SP

Este foi o Install Fest mais tranquilo. Ele começou a ser organizado logo depois da minha participação na Semana da Computação da UNESP de Rio Claro, e a intenção inicial era realizá-lo no dia da matrícula dos alunos ingressantes na Universidade. No final das contas, decidimos postergar a data, e isso foi uma boa escolha.

O Install Fest aconteceu no dia 06 de março de 2013, em um auditório da Biblioteca do campus, e começou com uma palestra minha sobre o Projeto Fedora. Foi basicamente a mesma palestra que eu havia apresentado na Semana da Computação, mas de uma maneira mais sucinta porque tínhamos pouco tempo. Creio que a palestra foi bem recebida, porque o público demonstrou interesse em contribuir com o Projeto Fedora depois que eu expliquei os meios para isso :-). Além disso, apesar do número pequeno de pessoas (aproximadamente 12 participantes), todos estavam bastante interessados no conteúdo, o que é uma motivação extra!

Bem, após a palestra era hora de começar a instalar os sistemas. Levei vários DVDs do Fedora, em basicamente 2 versões: LiveDVDs, que permitem o boot e a utilização de um sistema Fedora sem a necessidade de instalar nada na máquina, e InstallDVDs, que não oferecem a opção de “experimentar” o sistema, mas já possuem todos os pacotes necessários para fazer uma instalação completa. Expliquei a todos os presentes algumas regras básicas de todo Install Fest: é preciso reparticionar o disco rígido caso se queira manter o Microsoft (R) Windows (R), quem organiza o Install Fest não pode assumir responsabilidade por nenhuma falha na instalação (apesar de elas serem raras), e também não pode assumir responsabilidade caso o usuário torne-se viciado no GNU/Linux :-). Dito isso, começamos a colocar as mãos na GNU/massa.

O primeiro desafio (e, até então, único!) dos Install Fests recentes é imposto pelos próprios fabricantes de notebooks. Um disco rígido que ainda utilize MBR (a maioria) suporta apenas 4 partições primárias. Antigamente, os fabricantes criavam apenas uma partição para o Microsoft (R) Windows (R), e às vezes chegavam a criar outra partição de “recuperação”, mas paravam por aí. Atualmente, não é raro encontrar computadores com 4 partições primárias já criadas. Eu inclusive já cheguei a ver notebooks com discos de 1 TB com uma partição primária de pouco mais de 1 MB! É uma prática totalmente absurda, e a meu ver é feita com má-fé, visando dificultar a instalação de outros sistemas operacionais. Além disso, pra piorar ainda mais, alguns fabricantes (HP me vem à cabeça, mas existem outros) dão um jeito de invalidar a garantia caso o esquema de particionamento seja alterado!!!

Felizmente, vários computadores no Install Fest possuíam apenas 3 partições (ou até menos!), e aqueles que possuíam 4 partições ou usavam um outro boot sector (chamado GPT), ou já estavam fora da garantia do fabricante e podiam ter seus esquemas de particionamento alterados. O próprio Microsoft (R) Windows (R), a partir da versão 7 (se não me engano), oferece uma ferramenta específica para redimensionar e reparticionar o disco, portanto essa primeira etapa foi concluída com sucesso em todas as máquinas (por favor, se você participou do Install Fest e se lembra de alguma máquina na qual não foi possível efetuar o reparticionamento, por favor contate-me <about> para que eu corrija o post!).

Depois de reparticionar, era hora de começar a instalação. Quase todos preferiram utilizar o InstallDVD, porque a instalação pela internet iria demorar muito. Após o boot, deparamo-nos com a interface do instalador do Fedora 18. Depois de ter lido diversas críticas sobre ele, pude finalmente confirmar que, infelizmente, quase todas condizem. Confesso que fiquei confuso no início, principalmente na tela de particionamento e seleção de disco, que não é nem um pouco intuitiva. Sei que o instalador foi reescrito, e que ele foi um dos principais motivos do atraso no lançamento do Fedora 18, então espero muito que as melhorias para o Fedora 19 contemplem, principalmente, essa parte de interface com o usuário. Após apanhar um pouco, acabei me acostumando com ele e as outras instalações foram mais tranquilas.

Conforme as instalações foram acabando, os sistemas começaram a ser configurados. Se minha memória não falha, todos optaram por instalar o GNOME 3, que é o desktop padrão do Fedora 18. Eu particularmente não gosto dele, e também tive algumas dificuldades (principalmente ao tentar encontrar modos de alterar opções mais avançadas), mas algumas pessoas gostaram do visual.

No final, esqueci de contar quantas máquinas foram instaladas, mas creio que chegamos perto de 11. Todas as instalações foram bem sucedidas, até onde minha memória alcança :-). E novamente eu fiquei bastante satisfeito com minha ida à UNESP de Rio Claro!

Entretanto, nuvens negras estavam se aproximando, e minha alegria duraria pouco…

Install Fest: missão UNICAMP

Há alguns anos começaram a surgir notícias sobre um novo sistema que substituiria a BIOS, permitindo muito mais flexibilidade durante o boot e inclusive adicionando camadas de segurança que protegeriam o usuário de vírus e outras ameaças. Esse sistema chama-se UEFI (e uma das tais “camadas de segurança” chama-se Secure Boot), e no ano passado ele ganhou muita notoriedade porque a Microsoft (R) anunciou que seu então novo sistema, o Windows (R) 8, só poderia ser utilizado em máquinas com UEFI. Isso causou uma corrida dos fabricantes de computador para adaptar-se a esse novo modelo (e ganhar o famigerado selo de compatibilidade da Microsoft (R)), e gerou incoformismo em boa parte das comunidades envolvidas com Software Livre e/ou Open Source.

Resumindo, o grande problema desse novo esquema é a necessidade de uma chave criptográfica assinada por uma autoridade certificadora para que o sistema operacional seja iniciado. Essa é a segurança que o Secure Boot provê, e o único jeito de obter uma chave assinada é… (tambores)… pagando à Microsoft (R)!

Até onde eu sei, o Microsoft (R) Windows (R) 8 não funciona caso o Secure Boot esteja desabilitado (um meio perfeitamente válido de instalar uma distribuição GNU/Linux que não possui a tal chave criptográfica), então a distribuição é obrigada a compactuar com esse esquema caso queira oferecer a opção de dual-boot ao usuário. E atualmente, as duas únicas distribuições que oferecem isso são o Fedora e o Ubuntu.

Bem, depois dessa sucinta explicação, começa aqui meu relato sobre o que aconteceu no Install Fest. No dia 13 de março de 2013, quarta-feira, nos reunimos no Instituto de Computação da UNICAMP para realizarmos a instalação de distribuições GNU/Linux. Novamente, eu levei vários DVDs do Fedora para serem utilizados pelos alunos ingressantes nos cursos de Ciência e Engenharia de Computação. Dessa vez não houve palestra introdutória sobre o Projeto Fedora, mas eu resolvi pegar 10 minutos e explicar as “regras” de um Install Fest. Também comentei sobre a má prática que algumas fabricantes de notebooks têm quando decidem entregar um disco rígido todo particionado e sem a possibilidade de adição de novas partições primárias. Dito isso, começamos a instalar.

Infelizmente, devido a diversos fatores como inexperiência, tempo curto para organização do evento, e erro na estimativa de quantas pessoas iriam ao evento, acabamos ficando com muita gente pra instalar e pouca gente pra ajudar. Não chegamos a fazer uma contagem oficial, mas eu suponho que pelo menos 20 pessoas estavam na sala querendo instalar o Fedora. E a grande maioria delas estava com notebooks novos, com Microsoft (R) Windows (R) 8, i.e., com UEFI e Secure Boot habilitados.

Conforme íamos reparticionando os discos e bootando os DVDs do Fedora, começamos a perceber que havia algo errado. Depois de terminar a instalação em algumas máquinas, notávamos que o sistema não iniciava. O que tínhamos que fazer, em alguns casos, era desabilitar o Secure Boot (mesmo assim, sem sucesso em alguns casos). E depois disso, o Fedora finalmente era iniciado, mas o Microsoft (R) Windows (R) 8 não aparecia na lista de sistemas operacionais do GRUB! Ou seja, era impossível fazer com que os dois sistemas convivessem na mesma máquina.

Tivemos alguns casos um pouco mais graves, mas que no fim foram resolvidos. E antes que você me pergunte qual foi a solução, eu respondo: reabilitamos o Secure Boot, e praticamente desfizemos a instalação do Fedora. Ou seja, a esmagadora maioria dos alunos presentes no Install Fest voltou pra casa com uma máquina sem Fedora ou qualquer outra distro GNU/Linux. Eu pessoalmente vi apenas 2 instalações bem sucedidas, apesar de que depois do Install Fest fiquei sabendo de mais.

Saí do evento bastante chateado, achando que a culpa havia sido nossa, e que os alunos nunca mais iriam querer instalar GNU/Linux nas suas máquinas. Mas depois de um tempo, coloquei as idéias em ordem e resolvi escrever este post. Não estou eximindo ninguém da culpa, creio que devíamos ter planejado o Install Fest um pouco melhor, e com certeza aprendemos com os erros que cometemos. Mas acho muito importante apontar alguns dedos e dizer o que realmente aconteceu.

Conclusões

A conclusão principal não poderia ser outra. É preciso tomar muito cuidado com essas novas tecnologias de boot. Quando for comprar uma máquina nova, é preciso prestar muita atenção a isso, pois essas novas tecnologias nada mais são do que armadilhas para tirar a sua liberdade de escolher o que quer executar na sua máquina. É preciso lutar contra essas imposições que as empresas fazem (não seja inocente pensando que é só a Microsoft (R) que está por trás disso…), e é preciso tomar conta da sua liberdade. Se quiser demonstrar ainda mais seu apoio contra essas imposições (e entender mais do porquê delas existirem), clique aqui e leia a página da Free Software Foundation sobre o assunto (e assine a petição também!).

Conclusões secundárias: um Install Fest (ou qualquer evento, na verdade) precisa ser organizado com antecedência, e precisa ter bastante gente disposta a ajudar nas instalações. Só assim as coisas fluem.

Agradecimentos

Não posso deixar de agradecer o Ricardo Panaggio por me ajudar indo até a UNESP de Rio Claro comigo! Ele também ajudou bastante no Install Fest da UNICAMP.

Também gostaria de agradecer ao Marcel Godoy e ao Centro Acadêmico da Computação da UNESP de Rio Claro pela organização e divulgação do Install Fest lá. Muito obrigado!

O Install Fest da UNICAMP só foi possível com a ajuda do Grupo Pró-Software Livre da UNICAMP, em especial ao Gabriel Krisman. O Ivan S. Freitas e o Raniere Gaia Silva também ajudaram no apoio logístico do Install Fest.

Por fim, gostaria de agradecer à comunidade Fedora pelo apoio com os DVDs. Obrigado a todos!